Academias cheias, pessoas na rua fazendo seu exercício diário, ótima alimentação e vários outros métodos para uma saúde e aparência física melhor. Tudo isso é importante. Mas e o principal, como fica nossa mente, como fica o nosso cérebro sem exercícios? Vazio, destreinado, a deriva no mundo repleto de informação e conhecimento.Na minha opinião, ler enriquece nossa concentração e melhora nossa percepção e concepção do mundo em que vivemos, além de melhorar nosso vocabulário, escrita, nível de informação, cultura e contribuir para a melhoria no nosso raciocínio lógico. Quem lê se refugia do mundo real e acaba criando uma auto defesa nas palavras, já que esse raciocínio faz com que o indivíduo se torne mais inteligente. Como afirma Augusto Cury: "Mentes brilhantes não são privilégio de heróis nem de gênios, mas de mentes dispostas a serem treinadas." E ler é um hábito que, com certeza é o pontapé inicial para uma mente brilhante, regada de informação e um pensamento crítico.
Falo de leitura de verdade. Para mim aquelas revistas de fofocas sobre famosos ou "tabloides" que são muito comums dentro de ônibus não são um tipo de leitura relevante. Existem ainda aqueles que andam com um livro de auto-ajuda sob o braço com algum tipo de psicologia de botequim.
No Brasil as crianças são muito pouco incentivadas a terem o hábito da leitura, e isso é levado para outras fases da vida, não que uma pessoa não consiga adotar o hábito mais tarde, mas fica muito mais difícil que o indivíduo o faça. Uma pesquisa feita pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), revela que 20% dos jovens universitários do Estado de São Paulo não tem o hábito de ler, não só em São Paulo, mas isso se reflete em todo o país. Talvez haja uma melhora se compararmos hoje em dia com vinte ou trinta anos atrás. Na Argentina, por exemplo, a média de leitura é de 12 a 15 livros por pessoa por ano, é mais ou menos como ocorre na Europa também.
Seria ótimo ver os brasileiros gastando mais tempo lendo grandes obras literárias, ao invés das mesmas velhas notícias de sempre, que nada acrescentem, culturalmente falando.
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